terça-feira, 21 de outubro de 2014

Paulo Freire e as novas tecnologias na educação

O educador Paulo Freire é conhecido como um dos mais importantes pensadores quando o assunto é pedagogia. Seu carro chefe é a tese de que o ensino-aprendizagem deve ser baseado na realidade dos educandos. Teoria que faz todo sentido em tempos de novas tecnologias.

Hoje a escola e os professores dividem as atenções com celulares, tablets e computadores dentro da sala de aula. Assim, conhecer o ambiente em que os alunos constroem sua realidade é essencial.

PAULO FREIRE 1
Educador Paulo Freire (1921-1997), intitulado Patrono da Educação Brasileira em 2012
Para Freire a educação teria como principal objetivo a conscientização do aluno. Ele nega o isolamento do estudante e utiliza em seu método referências reais, como o vocabulário dos alunos, atentamente analisado nas conversas informais. Dessa maneira, insere a realidade no contexto educativo.

O educador se tornou conhecido em 1963, quando desenvolveu um método inovador de alfabetização. Na ocasião ensinara 300 adultos a ler e escrever em 45 dias. Os resultados foram tão surpreendentes que na época o governo, dirigido por João Goulart, resolveu incluir o método em um projeto educacional nacional.

Freire defendia que o ensino-aprendizagem se baseasse na realidade dos educandos, ou seja, professor e aluno deveriam construir juntos uma nova prática pedagógica. O que talvez não sabia era que anos mais tarde a teoria dialogasse com o contexto da web 2.0 na educação. Isso porque a internet, os computadores, dispositivos móveis e a web permitiram que os alunos também se tornassem autores, criando novas dinâmicas no ensino. Foi criado um novo mundo, com gírias, vocabulários, comportamentos diferentes e que estrapolam as escolas.

Veja também:


A sala de aula passou a ser (ou deveria ser) baseada no diálogo, definido por Freire como o momento em que os indivíduos se encontram para refletir sobre sua realidade. Prática que não existia na educação décadas atrás, em que prevalecia o pensamento de que o professor era o único detentor do saber.

Com as tecnologias a interação professor-aluno se intensificou e permitiu uma colaboração em rede. No entanto, existem ressalvas. É preciso reflexão, o educador também defende uma educação crítica, ou seja, o uso reflexivo e crítico também das telas e redes.

Por isso, as escolas devem utilizar as tecnologias e a internet na sala de aula com precaução. É preciso deixar de lado velhas práticas, como a realização de trabalhos escolares baseados em buscas no Google e em recortar e colar.

Pensar os conceitos levantados por Freire no contexto da rede é imprescindível para entender os rumos da educação.

http://cloud-ead.programmers.com.br/blog/paulo-freire-e-as-novas-tecnologias-na-educacao/

GRUPO: 2

Nenhum comentário:

Postar um comentário